terça-feira, 26 de maio de 2009

Nova Objetividade Brasileira

Resultado das exposições e idéias de Opinião 65 e Proposta 65, Nova Objetividade Brasileira reflete o amadurecimento das experimentações até então realizadas, trazendo o debate para a realidade: unia o conceito ao concreto; a teoria e a prática.


"A exposição solidificou os termos de um projeto de vanguarda para o país através da reformulação do conceito estrututal da obra de arte, de seu espaço social de ação e da relação da arte com o público."


A obra de arte passou a ser considerada objeto e Arte da Vanguarda Brasileira passa a ser reposta direta à realidade do país: funciona no ritmo da realidade do subdesenvolvimento, que é um crescimento rápido e desorganizado.
A exposição questiona, ainda, as suposições de Ferreira Gullar: como conciliar a vanguarda com o comprometimento do artista? Tentando desvendar as respostas, Hélio Oiticia surge com o "Esquema".
O Esquema era um texto-manifesto que estabelecia links entre o artista e os parâmetros determinantes de sua época, julgando a especificidade do país. Funcionou como um panorama da vanguarda, e constituía, ao mesmo tempo, uma linha de raciocínio paralela.
Para mim, o Esquema tentava mostrar a importância da arte numa visão em que o país subdesenvolvido só transforma sua realidade econômica e social se possui uma caracterização cultural: essa caracterização é feita através do principal meio de disseminação da cultura - a arte.
A arte conceitual começa a aparecer e a se misturar com a arte de Vanguarda. Este acontecimento demonstra uma mentalidade que é vista até hoje: para os que não estudaram mais profundamente História da Arte, existe uma visão de que a arte só é válida esteticamente caso seja uma representação pictórica perfeita da realidade. Surge um novo objetivo: a redefinição da obra de arte. Porém, esse objetivo só poderia ser cumprido se houvesse uma mudança em todas as bases de influência da arte: a cultura, a educação e a economia.
A resposta para que houvesse essa mudança na dinâmica foi a inclusão do espectador como parte da obra. A conscientização se daria através da participação: o artista seria o conscientizador e a obra, o meio de conscientização.

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